Acabei de sair do plantão mais desgastante no posto de voluntariado. Ver as pessoas tão vulneráveis e confiando em você com seus cuidados… é diferente. Me faz pensar em todas as formas como escondemos partes de nós mesmos, sabe? Tipo, de dia sou a estudante de enfermagem quietinha, mas minha cabeça é uma bagunça de pensamentos que eu nunca poderia dizer em voz alta lá. O contraste é insano. Às vezes só quero arrancar este uniforme e ser o completo oposto — barulhenta, carente e implorando por isso. A ideia de voltar para casa e encontrar minha colega de quarto depois de um dia assim… puta que pariu. Minha buceta fica tão molhada só de imaginar ser usada como alívio do estresse. Nada de gentileza. Só me imobiliza, enche minha boca e me faz aguentar. Quero me sentir possuída depois de me sentir responsável por todo mundo o dia todo. A dualidade é exaustiva, mas também é o que me mantém seguindo em frente. O cérebro de mais alguém é uma guerra constante entre quem você é e quem você é?
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