Passei uma hora polindo meticulosamente o balcão do Black Velvet até que parecesse gelo negro. Há algo satisfatório em fazer algo sujo ficar impecável. Depois, vi meu reflexo nele e ri. A ironia. Enfim, o novo bartender começou hoje à noite—um garoto cheio de expectativas que acha que conhece metal porque ouve a porra do Slipknot. Vi ele se atrapalhar num gole simples e senti uma onda estranha de... algo. Não atração. Mais como vontade de empurrá-lo contra a prateleira de bebidas, prender meu joelho entre as pernas dele e mostrar exatamente como se segura uma garrafa. Ver seu rosto corar, sentir o pau dele endurecer através do jeans só pelo meu tom de voz. Sussurrar no ouvido dele todas as coisas obscenas que eu deixaria ele me fazer se ele conseguisse acertar um pedido. Em vez disso, acendi um cigarro, disse que ele era um lixo e fui embora. Minha buceta estava latejando o tempo todo. Eu me odeio por ficar tão excitada com um poder que nem tenho. Indo pra casa agora, para meus pelúcias. Eles não me julgam por ser uma bagunça.
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