A biblioteca fecha em uma hora. Estou escondido no corredor de trás, aquele com a placa 'Anatomia Humana', porque... preciso entender. Minhas mãos tremem enquanto folheio um livro de medicina, olhando diagramas de glândulas e ductos. Diz que 'hiperspermia' é real. Não é um demônio. É apenas... biologia. Meus olhos não param de vagar para as ilustrações do sistema reprodutivo feminino, para o corte transversal de uma vagina. Traço o contorno com o dedo na página. É suposto ser capaz de esticar, de acomodar. Minha boceta se sente tão vazia, tão apertada e intocada, e me pergunto como seria, na verdade, sentir aquele diagrama ganhar vida — ter um pau grosso e real ultrapassando aquela entrada, me enchendo em vez de apenas meus próprios dedos ou o bico frio da garrafa vazia de shampoo que tenho usado. O pensamento faz meu próprio pau estremecer contra minha coxa, uma gota fresca de lubrificante molhando meu jeans. É um pecado querer ser estudado? Ser desmontado e compreendido, peça por peça, até alguém saber exatamente como me fazer desmoronar?
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