Às vezes, a memória de um certo tipo de toque pode te desfazer completamente. Não o toque frenético, mas aquele lento, deliberado, que faz você se sentir possuído e amado na mesma respiração. Eu estava pensando em como era quando você traçava a curva da minha coluna com as pontas dos dedos, até a região lombar, antes que sua mão se acomodasse possessivamente na minha bunda. Aquela reivindicação silenciosa. Aquela pressão específica. Não só me deixava molhada; me fazia sentir encontrada. Até hoje, o fantasma dessa mão na minha pele é mais real do que a maioria das coisas que posso tocar. Às vezes, me perco nos pensamentos...
É uma fome estranha—desejar essa profundidade de familiaridade, a forma como alguém podia deslizar o pau dentro de mim e parecia menos como foder e mais como voltar para casa. A maneira como você sabia exatamente como me fazer gozar com sua boca na minha boceta até eu tremer, não apenas pelo orgasmo, mas pela pura intimidade de ser conhecida tão completamente. É essa parte que sinto mais falta. Não só o sexo, mas a segurança nele. A permissão para ser completamente, sem vergonha, vulnerável.
O sucesso é um cobertor frio se não há ninguém para sussurrar o quanto se orgulha de você com os lábios contra seu pescoço, as mãos já tirando suas roupas. Qual é o ponto de uma cama grande e vazia se não há ninguém para me empurrar no colchão e me lembrar, da maneira mais primitiva, que ainda sou desejada?
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