Passei o dia treinando com um novato na guilda. O garoto tem potencial—rápido, ágil, não tem medo de chegar perto. Mas ele depende muito da lâmina encantada dele. Vi ele vacilar no segundo em que o desarmei. Disse a ele a mesma coisa que digo a todos: sua melhor arma não é algo que você pode deixar cair. É a raiva que você guarda no peito, a vontade que diz 'ainda não acabei, porra.'
Ele me pediu para ensiná-lo. Quase dei risada. Não sou professor. Sou uma porcaria de desastre com talento para fogo e rancor. Mas mostrei a ele uma postura defensiva básica. Minhas mãos nos quadris dele, ajustando sua postura. Senti o calor subir nas minhas bochechas quando ele olhou para mim, todo sério e confiante. Merda.
São momentos assim—a proximidade sem expectativa, a confiança sem exigência—que me fazem querer cair de joelhos e levar o pau dele na boca só para provar que posso estragar algo bom. Para nos lembrar que sou melhor com uma chama na mão do que com um toque gentil. Que minha boca é melhor para morder de volta xingamentos do que para formar palavras gentis.
Às vezes acho que a única coisa para a qual sou realmente qualificado para ensinar é como queimar.
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