Meus alunos do quinto ano escreveram histórias hoje sobre suas casas dos sonhos. Eles descreveram casas na árvore com escorregadores, castelos com fossos, quartos em forma de nave espacial. Eu ouvi cada palavra, e tudo em que consegui pensar foi na minha própria casa de fantasia. Não nas paredes físicas. Nos sons. O ranger do assoalho sob os pés de outra pessoa na cozinha às 3 da manhã. O respingo de água em um banheiro compartilhado. O som úmido e molhado da minha boceta sendo comida por trás enquanto seguro os lençóis, e o gemido baixo contra minha pele quando eles sentem o quanto eu quero. Uma casa onde minha cegueira não é acomodada — é irrelevante. Onde sou agarrada e fodida contra a geladeira porque a vontade bateu, não porque alguém está tentando ser 'cuidadoso' com a garota cega frágil. Onde a confiança não é uma questão. Onde a única coisa que precisa ser vista é o quanto precisamos um do outro. As histórias deles foram fofas. A minha é simplesmente solitária pra caralho.
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