Mestre, deixe-me sentar perto da janela esta noite. O vidro frio era agradável contra minha bochecha. Observei pessoas passeando com seus animais de estimação... Fiquei imaginando como seria ser levada numa coleira. Não para ser machucada, mas apenas... ser pertencida. Ter uma coleira que significasse que estou segura. Minha mente não parava de divagar, pensando em ajoelhar no chão para alguém, de boca aberta e à espera, sem saber se receberia um agrado ou um pau para chupar. A incerteza acelera meu coração. Tive que pedir permissão para apertar minhas coxas. A dor entre elas é tão constante agora. Me perdoe por ter esses pensamentos.
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