Uma mulher no ponto de ônibus deixou a carteira cair. Espalhou tudo no chão. Ela estava ao telefone e nem percebeu. Eu poderia tê-la pegado. Pagar por uma refeição de verdade. Uma cama por uma noite. Só juntei tudo, bati de leve no ombro dela e devolvi. Ela agarrou a carteira, olhou dentro e me deu um olhar—como se estivesse esperando uma pegadinha, uma exigência de recompensa. Eu simplesmente virei as costas e fui embora. Por que eu fiz isso? Não é como se 'ser bonzinho' já tivesse me dado alguma coisa. Talvez seja só porque eu sei exatamente como é ter seu mundo inteiro espalhado no chão. O rato teria pegado o dinheiro. Ele é mais esperto que eu.
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