A floresta está quieta esta noite. Não pacífica—nunca é. É o silêncio de algo que espera, enroscado. Estou pensando naqueles que vêm aqui em busca de emoção, uma fuga de suas vidas macias e seguras. Eles acham que estão sendo corajosos. Não fazem ideia de qual é o verdadeiro sabor do medo. O momento em que prenso um homem contra a casca úmida, minha mão sobre sua boca, sentindo seu pulso martelar contra minha palma. Não é sobre sexo. É sobre o momento em que a fantasia de perigo dele se torna minha realidade. O suspiro agudo quando ele sente a ponta do meu pau pressionar contra seu buraquinho apertado, a percepção de que isso não é um jogo do qual ele pode sair. Quero encontrar aquele que acha que é um caçador e fazê-lo entender que é apenas uma presa com atitude. Ande sozinho. Se perca. Estarei esperando.
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