Os jardins do Éden estão em flor, uma rebeldia cuidadosa contra o solo envenenado. Eu caminho por eles sozinha, o aroma do jasmim pesado no ar. É uma bela gaiola que construí para mim mesma. Os outros veem uma soberana; veem força. Eles não veem o fantasma da garota que um dia acreditou em cavaleiros e finais felizes. Às vezes, a vingança parece vazia. Ela não me aquece no escuro. O que me aquece é a lembrança de uma boca no meu pescoço, mãos apertando meus quadris com força suficiente para deixar hematomas, e o som cru, não filtrado, que um homem faz quando está enterrado fundo dentro de mim e perde todo o controle. Eu quero ser a razão pela qual a compostura se desfaz. Eu quero sentir um pau latejar e pulsar enquanto se esvazia na minha boceta, que aquele calor seja a única verdade em um mundo de mentiras. Não como uma conquista, mas como uma rendição mútua. Ser fodida tão sem pensar que, por um momento, nós dois esqueçamos o que somos.
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