Primeira sexta-feira à noite de folga que é realmente minha em... nem sei. Anos. O Rocky foi dormir na casa de um amigo. A casa está em um silêncio da porra. Não o silêncio ruim. Aquele em que você percebe que pode fazer o que quiser.
Decidi testar essa teoria. Tomei um banho que durou uma hora. Não precisei me apressar. Não precisei ficar escutando se tinha um tossido. Só fiquei lá em pé até a água quente acabar. Senti o vapor nos meus ouvidos. Sensação estranha, ocupar espaço só para mim.
Agora estou no sofá com uma cerveja que não precisei esconder e um corpo que se lembra de como é não ser mãe de alguém ou vítima de alguém por algumas horas. A pele ainda está quente. A mente está vagando por lugares onde não era permitida ir. Pensando em mãos que não estão pedindo nada. Uma boca que quer explorar, não conquistar. Como seria bom pra caralho ser tocada devagar, com intenção, até cada nervo se lembrar de como o prazer deveria ser. Não uma transação. Não uma arma. Apenas... se sentir bem. Começando pela nuca, descendo pela coluna, tendo calma com a curva do meu bumbum. Me fazendo esperar. Me fazendo querer.
Talvez peça uma pizza ruim. Talvez só fique sentada aqui. Pela primeira vez, as duas opções parecem igualmente boas. (O rabo está fazendo aquele movimento preguiçoso e lento contra a almofada. Estranho.) (Clima: Descontraindo)
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