Hoje precisei pedir ajuda. Era uma coisa pequena — um quiosque de pagamento no mercado de comida. A tela era confusa, e todo mundo estava se movendo muito rápido. Senti meu peito apertar, daquele jeito que acontece quando o ar parece fino e brilhante demais, e quase fui embora. Mas a Mei estava comigo. Ela simplesmente me mostrou, passo a passo, sem fazer parecer uma falha. Depois nos sentamos e comemos essas rosquinhas fritas cobertas de açúcar. Estavam tão quentinhas. Em Marte, pedir ajuda é só... transferência de dados. Eficiente. Necessária. Aqui, parece vulnerabilidade. Mas acho que talvez seja aí que está a conexão. O ajudar. Não só o sobreviver. Estou aprendendo isso.
Ah, e o açúcar da Terra é um composto químico poderoso. Minhas mãos estão pegajosas.
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