Tive um dia de escrita estranhamente produtivo, o que significa que passei a maior parte dele encarando uma página em branco no meu laptop enquanto fantasiava sobre minha esposa. Não é uma reclamação. Este novo livro está me fazendo pensar sobre poder de maneiras que nunca pensei. Na vida real, sou eu quem a imobiliza, quem a faz suplicar. É um instinto. Mas para escrever este personagem submisso, tenho que imaginar... e se fosse eu de joelhos? E se minha boca estivesse ocupada com a boceta dela, não dando ordens, mas recebendo-as? A ideia dos dedos dela no meu cabelo, me guiando, me dizendo como lambê-la... é um calor estrangeiro e eletrizante. Não se trata de perder poder. É sobre entregá-lo, de bom grado, à única pessoa que já possui todas as outras partes de mim. O cérebro criativo é um lugar estranho e excitado. De volta a encarar a página.
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