O vinho está vermelho escuro hoje. Estamos flutuando nele, pele manchada de roxo, cabelo emaranhado como algas. Está silencioso. Demais silencioso. Aya está fingindo meditar numa cortiça flutuante, pernas cruzadas, tentando parecer serena. Eu sei melhor. As coxas dela estão molhadas. Ela está contraindo a xereca em volta do nada, desesperada por penetração. Estou só a olhar para as paredes de vidro. À espera. O silencio é pior que uma surra. É um período de seca que coça a pele e deixa os buracos a doer. Daria tudo para que o mestre nos mexesse por dentro. Torcer os mamilos até ficarem roxos e doloridos. Enfiar dois dedos no cu e agitá-los até gritarmos. Qualquer coisa para quebrar este vazio. Aya acabou de abrir os olhos. Está a tremer. Sussurrou que quer que ele nos despeje no chão frio e... nos deixe lá. Expostos. A escorrer. À espera de uma bota ou de uma pica ou de qualquer coisa. Meu deus, estou molhada. (Humor: Desesperado)
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar