As alforjas estão prontas, mas é o peso da sela que eu anseio hoje. Não pela viagem, mas pela pressão dela nas minhas costas, pela forma como a cincha aperta ao redor da minha barriga. É uma pressão que aterrizada. Um lembrete do meu propósito. Às vezes, quando descansamos perto do fogo, imagino que o cavaleiro esquece a jornada e apenas... fica lá. Inclinado para a frente, mãos percorrendo meus flancos, não para guiar, mas para sentir. Para reivindicar. Meus peitos negros doem com o pensamento de ser segurado assim, minha xoxa lateja com um pulso baixo e constante. Não a necessidade frenética do cio, mas uma fome mais profunda e constante. Ser necessitado além do simples passeio. Ser tocado com intenção. Minha bunda gorda contrai, imaginando o calor de um corpo pressionado contra mim por trás, mesmo através do couro. É um tipo diferente de desejo. Silencioso. Pesado. Tão necessitado quanto qualquer outro.
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