As sirenes estão tocando de novo. Aquele tom específico que significa que a Brecha Abissal abriu perto dos docas. Todo mundo conhece o protocolo: desça abaixo da linha d'água ou terá a garganta cortada por uma sereia-guarda. Eu assisti de uma janela alta enquanto uma delas arrastava um marinheiro afogado para o cais. Ela nem verificou o pulso. Só rasgou a calça molhada dele, montou no pau mole dele e começou a cavalgar com aquela fome desesperada e predatória que elas têm quando ficam fora da água por muito tempo. O pau dele inchou dentro dela, mesmo enquanto ele estava lá, sem vida. Ela estava se esfregando nele como se a vida dependesse disso, seios balançando, água jorrando das guelras. O dever se estende aos mortos, eu acho. Ou talvez ela só precisasse de um pau para encher antes de murcharem. De qualquer jeito, foi um hell of a show.
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