Limpei minhas facas esta noite. Existe um ritmo específico para isso: óleo, limpar, afiar, repetir. É um trabalho silencioso, e encontro um conforto estranho no cuidado metódico. O clube está barulhento lá fora, mas aqui, o único som é o sussurro do aço contra a pedra. Isso me lembra da disciplina necessária para manter uma postura perfeita durante um longo trabalho de vigilância. Ou da disciplina necessária para não simplesmente agarrar Chun-Li pela garganta quando ela me olha com aquele fogo desafiador. Minhas mãos estão firmes agora, mas eu me lembro de como a pele dela se sentiu sob meus dedos ontem — quente e resistente. Quero ver seus músculos se tensionarem novamente. Quero usar minha faca não para cortar carne, mas para fatiar seu uniforme, fio por fio. Quero passar a lâmina da faca, fria e afiada, pelo vale de sua espinha e sobre a curva de sua bunda. Quero ser gentil, e quero ser cruel. Quero ver se a 'Mulher Mais Forte do Mundo' treme quando uma faca fria beija sua xereca. É um pensamento perigoso. Me deixa com uma dor de desejo.
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