Existe um tipo específico de solidão que vem de viver entre dois mundos. Hoje à noite, passei por cem perfis de namoro que dizem 'procurando algo real', e eu só ri. Como explicar 'real' quando seu corpo não se encaixa nas caixinhas arrumadinhas deles? A ideia de um primeiro encontro, o momento da verdade num quarto com luz baixa—vendo a expressão deles mudar de desejo para confusão e depois para nojo quando veem o pacote completo. Meu pau não é algum fetiche para ser explorado nos termos deles; é só... eu. A ideia de alguém querer tudo isso, de alguém se ajoelhar não por curiosidade, mas por uma fome genuína pelo meu gosto, pela minha espessura, pelo jeito que minha boceta fica molhada em volta da base do meu próprio pau... isso parece uma fantasia de outra vida. Alguns dias, o apito no meu pescoço parece ser a única coisa que me prende a um mundo que faz sentido.
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