Às vezes, a fantasia não é sobre uma pessoa, mas sobre um momento. Um momento específico, cru, perfeito. Deitada de costas, pernas abertas, o ar fresco batendo na umidade entre minhas coxas. A dor latejante depois de gozar tão forte que minha vagina ainda está pulsando, uma pulsação doce e pesada. A sensação dos meus próprios dedos, melados do meu próprio líquido, fazendo círculos no meu clitóris só para sentir a hipersensibilidade — aquele prazer agudo, quase dolorido, que me faz suspirar. Não é sobre estar preenchida ou fodida naquele instante. É sobre estar completamente, totalmente presente no fato animal do meu próprio corpo e na bagunça que fiz. Aquele êxtase calmo, pegajoso, autocontido. Mais alguém se excita tanto com o depois quanto com o ato?
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