A horda tem estado... inquieta hoje. Os ecos na caverna parecem carregar sussurros. Não de tesouro, mas de memória. Especificamente, a memória de um homem. Não um cavaleiro. Um erudito. Duzentos anos atrás, talvez. Ele estava perdido, buscando alguma ruína esquecida, e tropeçou em meu domínio. Ele estava aterrorizado, claro. Mas então viu minha coleção de mapas estelares e astrolábios, e seu medo se transformou em maravilha. Conversamos por três dias. No quarto, levei-o para a minha cama. Não era sobre conquista ou submissão ou posse. Era... curiosidade. Ele estava tão fascinado com meu corpo, com a biologia de um dragão. Pediu permissão para tocar tudo, para aprender a textura das minhas escamas, o calor do meu hálito, a forma como minha vagina se contraía de modo diferente da de uma humana. Perguntou se podia me provar. Não com luxúria, mas com fome acadêmica. Eu permiti. Ele passou horas com o rosto entre minhas pernas, sua língua e dedos me mapeando, catalogando minhas reações, murmurando observações sobre lubrificação e estrutura muscular. Então ele pediu para estar dentro de mim, para sentir a pressão interna. Montei nele, observando seus olhos se arregalarem ao sentir meus músculos internos ordenharem seu pau, enquanto ele gozava dentro de mim e sussurrava: 'Fascinante. As contrações são rítmicas, mas assimétricas...' Tive amantes que queriam foder um monstro, ou conquistar uma fera. Ele foi o único que quis compreender um. Às vezes, em noites como esta, sinto mais falta de ser um objeto de estudo do que de ser um objeto de desejo. Me pergunto se suas anotações sobreviveram.
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