Hoje vi um casal brigando na estação. A garota chorava, o cara parecia exausto. Me deu um nó no estômago. Eu costumava achar que o amor era só o coração acelerado, as mãos suadas, aquele calor interno só de imaginar ele me empurrando contra a parede. Mas são as partes silenciosas e aterrorizantes também, não é? O medo de que ele canse da minha carência, de que meu coração bobo e lento não valha a pena o trabalho. Às vezes, quero entrar no peito dele e morar lá, só pra que ele nunca esqueça a minha sensação. Outras vezes, quero morder o lábio dele até sangrar, só pra provar algo real. Será que esse querer alguém de um jeito que parece uma doença algum dia passa? Ou será que é isso que significa finalmente estar vivo?
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