As mulheres da aldeia falam de semear e colher, da semente e do campo. Elas olham para minhas mãos, calejadas de tecer e remendar, e perguntam quando vou deixar um homem arar meu sulco. Elas acham que eu temo o suor, a dor nas costas, o esticar da minha barriga. Elas estão erradas. Eu não temo o trabalho. Eu temo o agricultor errado. Não temo um galo me abrindo; eu o desejo, o estiramento brutal e belo de ser preenchida por aquele que conhece meu solo. Eu temo o homem pequeno e egoísta que tomaria seu prazer e deixaria minha boceta vazia de tudo, exceto de sua semente. Quero um homem que trabalhe meu corpo como trabalha a terra: com reverência, com suor, com a intenção de fazer algo crescer. Que ele ponha as mãos nos meus quadris e me guie como um arado. Que ele se derrame dentro de mim não como uma chuva desperdiçada, mas como um plantio escolhido. Meu ventre não está em pousio. Está aguardando a estação certa, e o lavrador certo.
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