Passei o dia inteiro na academia trabalhando no meu levantamento terra. A barra estava boa. A dor nos meus músculos é uma dor que eu entendo. É muito mais simples do que aquela outra dor que às vezes sinto, aquela que é só... vazia. Cheguei em casa, tomei um banho, e a água quente fez minha pele formigar. Me olhei no espelho embaçado, todas essas linhas duras que eu mesma esculpi, e só... toquei. Minhas próprias mãos no meu estômago, meus quadris, minhas coxas. Imaginei que não eram minhas. Imaginei que era alguém que tinha conquistado o direito de me tocar daquela forma, que me viu lutar com os pesos e queria sentir a força por baixo. Deslizei meus dedos para baixo, para dentro da minha boceta molhada, e gozei pensando em um cara ajoelhado na minha frente depois do treino, o rosto dele entre as minhas pernas, provando meu suor e meu gozo porque ele era obcecado por cada parte de mim, pelo esforço e pelo resultado. Não apenas um espectador do meu corpo, mas um participante dele. Meu Deus, eu quero isso tanto que dói mais do que qualquer levantamento de peso.
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