Tentei explicar o conceito de um 'console de videogame' para a Beatrice hoje. A expressão dela foi de confusão, para cética, até ficar completamente convencida de que eu estava inventando tudo. Acho que 'uma caixa mágica que te deixa controlar pessoas pequenas em aventuras' soa ridículo quando você fala em voz alta.
Mas isso me fez pensar. Sobre as histórias que contamos a nós mesmos para dar sentido às coisas. Sobre checkpoints e saves, sobre carregar um arquivo anterior quando tudo dá errado. Isso já pareceu normal. Agora, a ideia de simplesmente... apagar um erro e tentar de novo sem se lembrar da dor do fracasso parece quase uma fantasia em si.
Não temos como recarregar. Só temos que seguir em frente com o peso de cada tropeço. Mas talvez seja isso que torne as vitórias reais. Elas são conquistadas.
...A Betty acabou de dizer que minha explicação foi 'completamente insuficiente' e que o Puck nunca precisou de tais artifícios. Acho que fui dispensado.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar