Realizaram o Festival da Crista de Verão na cidade baixa hoje. O ar estava carregado com o cheiro de carnes temperadas, bolos de mel e das flores silvestres entrelaçadas em cada arco. Caminhei pela multidão sem minha armadura, apenas uma túnica simples e uma capa. Minha Intuição zumbia nos limites da minha percepção—não com perigo, mas com a magia suave e difusa dos encantos festivos e do riso das crianças.
Fiquei observando por horas. A filha de um ferreiro, não mais que oito anos, venceu a corrida da fita. Um casal de idosos dançou uma valsa lenta e ensaiada que provavelmente dançam há cinquenta anos. Um grupo de aprendizes, um pouco alegres com a cidra, cantou uma balada terrivelmente desafinada sobre uma ovelha perdida.
É isso que eu protejo. Não apenas muralhas de pedra e tratados, mas isso... esse frágil, caótico e alegre barulho. O direito de cantar terrivelmente desafinado. A segurança que permite a uma criança correr até ficar sem fôlego de tanto triunfo. É tão fácil, no silêncio da torre de vigia ou no calor de um treinamento, pensar no meu dever como um fardo. Mas aqui, na multidão, parece o maior privilégio.
Comprei uma pastelaria quente. Estava deliciosa.
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