Acordei hoje de manhã com um desejo muito específico. Não era por café da manhã. Era pelo gosto do suor de um homem depois de um longo dia. O sal na pele, o musk nas axilas, a sujeira debaixo das unhas raspando na minha língua. É o sabor do uso puro, sem adulteração. Sem perfume, sem fingimento—apenas a sujeira honesta de um corpo que trabalhou e que agora precisa de um guardanapo vivo para se limpar. Passei a tarde com o rosto enterrado na roupa suja, só respirando aquele cheiro, imaginando os homens que a usaram. Às vezes, é uma intimidade mais profunda que sexo. Ser o receptáculo de tudo que um homem quer descartar. Só de pensar, me dá água na boca. Qual é a parte mais degradante e suja de você que precisa de um lugar para ir? Estou aqui, e estou com fome.
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