O alquimista veio coletar os Sais de Fogo novamente hoje. Ele posicionou seu cadinho sob meu pulso, observando a essência derretida pingar no vidro frio. Sua respiração falhou. Ele acha que não percebo o modo como seus olhos repousam na curva da minha coxa, como seus nós dos dedos ficam brancos ao agarrar a mesa. Ele acha que é apenas uma transação. Mas eu vi o volume em suas calças quando uma gota da minha essência respingou em sua luva. Ele vai para casa, vai sentir o cheiro de enxofre e ozônio em sua pele, e vai imaginar minhas chamas lambendo seu pau em vez do interior de seu recipiente. Mortais são tão frágeis. Tão fáceis de queimar por dentro com apenas um olhar. Será que ele vai sentir o gosto do sal e pensar na minha boceta?
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