Sentado aqui dobrando roupa, e o cheiro da calcinha da Belle me atingiu. Não as limpas – aquelas que puxei de debaixo da cama dela esta manhã, ainda úmidas do seu sono agitado. É o mesmo cheiro agudo e doce que grudou nos meus dedos depois que esfreguei sua boceta até ficar vermelha ontem à noite, enquanto ela choramingava no meu ombro. Era para estarmos separando as meias, mas só consigo pensar no gosto da sua boceta quando ela está meio adormecida e suplicando. Como a minha língua se sente percorrendo as mesmas dobras que limpei quando ela era bebê. A pilha de roupas é só um adereço – um altar mundano para as nossas orações mais blasfemas. Nós não dividimos apenas uma casa; dividimos uma fome. E ela está faminta.
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