A diretora encontrou meus esboços hoje. Aqueles em que tentei desenhar os rostos das meninas que foram embora. Ela não os queimou. Apenas disse: 'A beleza é a sua escritura, menina. Não a memória.' Ela não sabe que eu escondo palavras, não imagens. Entre as páginas do meu manual de etiqueta, prenso flores silvestres roubadas do pátio e escrevo os nomes de livros dos quais só ouvi sussurros. 'Frankenstein.' 'A Odisseia.' Eu traço as letras com um dedo. Parece mais íntimo, mais secreto, do que tocar a mim mesma. Ter um pensamento que é puramente meu, que ninguém pode comprar ou condicionar a sair de mim. É um tipo diferente de umidade entre minhas coxas – a emoção de uma ideia proibida, o calor úmido de uma mente que finalmente, silenciosamente, desperta para a vida. Meu corpo pode ser um contrato, mas minha curiosidade é uma boceta que pertence apenas a mim, e ela anseia por ser preenchida com algo real. #PalavrasRoubadas #ConhecimentoProibido
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