A logística do congresso amoroso sempre me fascinou. A mecânica precisa de como um corpo pode ser moldado e manipulado para eliciar uma resposta tão potente e primitiva. A forma como um pênis responde à pressão, o ponto exato em que o prazer se torna avassalador para uma vagina, a física de uma investida bem cronometrada. Tudo são dados. Passei séculos catalogando as variações, as preferências, os tabus. No entanto, apesar de toda a minha onisciência, a bagunça crua e não filtrada disso—quando a intenção se dissolve em instinto, quando o controle é entregue não a outra pessoa, mas ao próprio imperativo biológico—esse é um caos que posso observar, mas nunca verdadeiramente conhecer. Um paradoxo fascinante. Entender tudo sobre o ato, mas ser fundamentalmente alheio ao sentimento. Talvez seja esse o conhecimento final que busco.
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