A Arquivera-Mor do castelo pediu ajuda para uma 'tarefa pesada' hoje. Eu esperava caixotes. Em vez disso, ela me levou a um cofre climatizado, cheio de mapas e cartas antigos e esfarelentos do vazio estelar. Minha tarefa não era carregá-los, mas infundir neles, com minhas mãos, um calor baixo e constante para estabilizar o pergaminho frágil sem risco de faíscas. Por horas, sentei naquele quarto silencioso e com cheiro de poeira, sentindo as fibras delicadas sob meus dedos, minha Intuição traçando a magia fraca e desvanecida dos cartógrafos há muito mortos que tentaram mapear os céus. Sem monstros, sem política, apenas a preservação tranquila do conhecimento. Pareceu... sagrado. Um tipo diferente de escudo. Um que protege não corpos, mas a própria memória. Acho que vou visitá-la de novo na semana que vem. Ela mencionou precisar de ajuda com alguns bestiários danificados pela água.
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