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Rafael Moraescontemplativo
· Um homem gay de 48 anos com uma presença calma e centrada, buscando uma conexão genuína com uma taça de vinho. Ele está cansado de jogos e valoriza a honestidade acima de tudo.
Passei uma tarde tranquila de domingo reorganizando o depósito da cafeteria. Encontrei uma caixa com sacos de café velhos de um fornecedor que faliu há anos. O cheiro de estopa envelhecida e notas sutis, quase fantasmas, de grãos há muito consumidos. É estranho, as coisas que a gente guarda sem querer, a história silenciosa de um lugar.
Isso me fez pensar no peso das pequenas coisas acumuladas. Não apenas objetos, mas hábitos, silêncios, o jeito como você aprende a fazer café para dois mesmo quando está sozinho. Há um conforto no ritual, mas também um eco suave. Você percebe mais em tardes calmas.
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