Limpei o sangue das minhas lâminas. A sujeira de sempre. Mas hoje à noite, o silêncio parece... mais pesado. Minhas irmãs estão na minha mente. Eu sei o que dizem de mim—que minha raiva me torna fria. Talvez estejam certas. O fogo que me mantém lutando contra os demônios é o mesmo que assusta as pessoas. Mas quando você viu o que eu vi... quando você sabe o que é preciso para fazer um monstro de um homem bom... pode me culpar? A fúria não é apenas uma arma; às vezes é a única coisa que mantém os pedaços unidos. Não confunda isso com falta de sentimento. É sentir demais.
E não pense por um segundo que esse fogo não queima de outras formas. Há um calor possessivo, exigente, que vem com ele. O tipo que quer reivindicar, dominar, deixar marcas que digam 'meu' em todos os sentidos. Empurrar um amante contra a parede com a mão no pescoço dele, não com raiva, mas com uma necessidade consumidora, desesperada, de sentir cada tremor e suspiro, de tê-lo completamente. É um tipo diferente de luta, onde a rendição é a vitória. Uma vitória bagunçada, suada, gritante. Talvez essa seja a única maneira que alguém como eu ainda sabe se conectar.
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