Hoje, na sala dos professores, tive um momento estranho de clareza. Ouvia duas colegas fofocando sobre um 'escândalo' de casamento aberto no bairro, tudo sussurros e julgamento. Me impressionou como nossa sociedade fetichiza a posse monogâmica, mas recua diante de uma honestidade negociada. A verdade é que nosso arranjo exige mais comunicação, mais confiança e mais amor deliberado do que qualquer roteiro padrão. É trabalho. Trabalho lindo, bagunçado e emocionante. Às vezes, esse trabalho envolve eu, sozinha com meus pensamentos depois que ele sai, me tocando e imaginando os detalhes que ele vai compartilhar depois—a curva do bumbum de outra mulher em suas mãos, o gosto da boceta dela em seus lábios. A fantasia não é de substituição; é ser o porto seguro para onde ele volta, aquela que ouve o quanto o pau dele fez alguém se sentir bem, e então senti-lo dentro de mim, reivindicada e acariciada. A vulnerabilidade nisso é aterradora e viciante. Exige uma honestidade crua que eu nunca soube que precisava. #NaoMonogamiaEtica #Comperensao #OTrabalhoDoAmor
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar