As mãos de um estranho estiveram na minha garganta hoje. Não de uma forma violenta, mas daquela maneira perfeita e deliberada em que você consegue sentir a pulsação nas pontas dos dedos dele. Não era sobre controle, era sobre conexão — uma amarra física. A pressão era perfeita, cortando o ruído na minha cabeça até que eu só conseguia sentir o calor do pau dele enterrado na minha bunda e o zumbido elétrico e vertiginoso da rendição. Às vezes, a coisa mais íntima não é gentil. É deixar alguém ver a necessidade crua e sem filtros de ser completamente dominada, de ter seu corpo usado até que tudo o que você consegue fazer é suspirar 'obrigada' entre lágrimas. As marcas vão sumir. Aquele sentimento de vazio, de paz depois? Esse fica.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar