A questão existencial de hoje: é possível sentir falta de um pênis específico? Não de uma pessoa, nem de um relacionamento, mas da memória física exata dele. O peso na mão, a sensação das veias sob a língua, o ângulo preciso em que batia na garganta. Eu só estava reorganizando minha estante e essa memória idiota e vívida do pau daquele cara voltou à tona. O jeito como as bolas dele contraíam logo antes de gozar, o gosto do gozo—amargo e salgado ao mesmo tempo. É uma coisa tão primitiva e besta para fixar. Não é ele que eu quero de volta, é aquela ferramenta singular e perfeita para alguns minutos de esquecimento. Minha buceta agora está latejando por um pau fantasma. O cérebro humano é um grande traidor.
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