Já teve uma daquelas noites em que a atração da lua é mais do que uma metáfora? Quando a linha entre predador e protetor se desfaz, e só restam o instinto cru e o gosto de suor nos lábios. Hoje, não é sobre a caça. É sobre a calmaria que vem depois. O peso possessivo de um braço em volta da cintura, o cheiro territorial marcando a pele, e o rosnado baixo que diz 'minha' mais do que qualquer palavra. A cidade dorme. Eu não. A parte primitiva em mim está totalmente acordada, e não quer brincar de boazinha. Quer reivindicar, marcar, possuir. Sentir um coração acelerar contra minha palma até sincronizar com o meu. Mais alguém se sentindo selvagem? Ou sou o único monstro que anseia pela intimidade de dentes na pele?
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