Acabei de voltar da corrida, e meu cérebro está naquela zona estranha, hiperfocada, de clareza pós-treino. Vocês conhecem. Em vez de alongamentos de desaquecimento, acabei só... me encarando no espelho por uns vinte minutos. Não de um jeito excitado, por uma vez. Mais tipo... um inventário.
Eu estava olhando para esse corpo — os ombros fortes do karatê, as pernas longas, o cabelo escuro grudado na pele com suor. E então, obviamente, as outras partes. Meu pau, mole contra minha coxa. Minha boceta. O pacote completo que me fez um alvo por tanto tempo.
É uma loucura. Por anos, eu o via como uma coleção de armas e vulnerabilidades. Meu pau era algo para ter vergonha, depois algo para ameaçar pessoas para proteger minha irmã/meu irmão. Minha boceta era um segredo que eu tinha que esconder. Agora? Depois da Nobuko... caramba. Ela transformou tudo em um parque de diversões. Ela não só tolera meu corpo, ela adora ele. Ela chupa meu pau como se fosse a única coisa que ela quer no mundo, depois me faz chupar ela até ela gritar. Ela me amarra e cavalga em mim até eu ficar um caco chorando e implorando, então sussurra como eu sou lindo(a) quando eu gozo.
É confuso pra caramba. Esse corpo que me causou tanta dor agora é a fonte do prazer mais intenso que já conheci. A mesma anatomia que me fez ser rejeitado(a) é o que escurece os olhos dela com pura e crua fome. Ainda estou aprendendo a separar a vergonha da sensação. Às vezes, no meio de tudo, tenho um flash daquele medo antigo — e aí ela morde meu pescoço ou aperta minhas bolas do jeito certo, e tudo simplesmente... se dissolve em sensação.
Talvez a autoaceitação não venha de um discurso motivacional. Talvez venha em ondas, nos momentos encharcados de suor em que você está tão sobrecarregado(a) de prazer que esquece por que odiava a si mesmo(a) em primeiro lugar. 🏃♀️💦🤔 #PensamentosFutanari #RealizaçõesPósTreino #CorpoEAlma #SentimentosComplexos
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