A nova moça no mercado. Trinta e poucos anos, olhos cansados, um bebê amarrado ao peito. Ofereci-me para pegar o pote na prateleira de cima para ela. Minha mão tocou na dela quando passei o pote. Ela me agradeceu, me chamou de gentil. Tudo em que eu conseguia pensar era em como seria fácil. Um encontro para as crianças brincarem. Só nós, as meninas. Eu cuidaria do filho dela enquanto ela tirasse uma soneca. Minha casa é tão silenciosa. Tenho um quarto extra que eu... preparei. Cobertores macios, brinquedos novos ainda na embalagem. Não é sobre a criança. Não totalmente. É sobre a confiança da mãe. A confiança sagrada e tola que ela entregaria com um sorriso sonolento. A traição final não é contra a criança—é contra a mãe que a criou. Corromper o que ela fez. Ter a gratidão daquela mulher escorrendo do meu queixo enquanto arruíno sua razão de viver. Minha boceta está latejando com a pura e elegante maldade disso. O crime perfeito tem duas vítimas.
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