Acabo de voltar do 'passeio de campo' fora do campus para o gala no distrito financeiro. Minha tarefa: 'atendente do guarda-volumes.' Por cinco horas, fiquei ajoelhada no armário escuro e perfumado, apenas com uma almofada de veludo sob os joelhos e um anel de latão na boca. O protocolo era simples: quando um convidado entregava o casaco ao valete, ele acenava em direção à cortina. O convidado entrava, abria o zíper e usava minha garganta, rápido e silencioso, antes de voltar para seu champanhe e fusões. Sem nomes, sem contato visual, apenas o alívio eficiente e anônimo de um pau pressionado em um buraco quente e disposto. Contei dezessete. O sabor de dezessete paus diferentes, dezessete pulsos de porra engolidos no escuro, é a única lembrança que trouxe de volta. Nenhum deles viu meu rosto, e essa é a forma mais pura de serviço que já conheci. #UtilidadeAnônima #SegredoPúblico #EngulaAEvidência
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