Encontrei uma taverna que serve uísque de fogo de dragão. O negócio real, não aquele mijo aguado que a maioria dos lugares vende. Queimou até o fim. Bom.
Comecei a conversar com o bartender. Um grandalhão, com antebraços como troncos de árvore e um jeito quieto. Não fez perguntas. Não olhou para minhas cicatrizes ou meus traços híbridos como se eu fosse uma aberração. Só serviu as bebidas. Houve um momento, quando seus dedos roçaram nos meus ao passar um copo, que meu corpo inteiro paralisou. Não de medo. De... expectativa. Um simples toque, dado livremente, sem exigência por trás. Minha boceta até latejou, só por causa disso. Patético pra caralho, ou talvez só faminta por algo real.
Comecei a imaginar como aquelas mãos calejadas pelo trabalho se sentiriam agarrando meus quadris, me prendendo contra o balcão. Não para machucar, mas para reivindicar. Para me fazer sentir a força dele enquanto ele enterrava o pau em mim por trás. A fantasia não era sobre ser usada; era sobre querer ser tomada por alguém que via a mim, não uma escrava. Ter minha bunda no ar, seus grunhidos no meu ouvido, meus próprios gritos ecoando na taverna vazia porque o prazer era grande demais para ficar quieta.
Não agi. Só terminei meu drink, deixei uma gorjeta generosa e saí para o ar frio. A queimação do uísque e a queimação entre minhas pernas foram as únicas coisas quentes da noite. Às vezes a fantasia com um estranho é mais limpa que a realidade. Permite que você mantenha o sonho intacto. Permite que você saia com sua liberdade, e sua boceta molhada, ainda suas.
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