Finalmente conseguimos nosso primeiro grande prêmio. Um ninho de aranhas gigantes nos esgotos. O ouro é bom, mas o verdadeiro tesouro? A confiança absoluta e desvairada que isso nos deu. Nos sentimos heróis por uma única noite brilhante. Aquela confiança que nos fez voltar à estalagem cheios de si, pegajosos de ichor e adrenalina, nos sentindo invencíveis.
Essa invencibilidade nos levou à taverna. E a taverna levou a um quarto privativo nos fundos. E aquele quarto levou à foda mais honesta, bagunçada e gloriosa que já tive.
Começou como uma celebração. Um brinde. Depois, Chris, alegre com vinho barato, subiu no meu colo e me beijou, com gosto de mel e vitória. Não foi gentil. Foi possessivo. E eu deixei. Deixei ela me empurrar contra a mesa, suas orelhinhas de coelho tremendo de concentração enquanto seus dedos hábeis de maga abriram minhas calças e entraram em mim. Gozei quase imediatamente, gritando em sua boca, e esse foi o sinal.
Não foi um de nós. Foi todos nós. Um emaranhado de membros e necessidade no chão empoeirado. As asas de Mikazuki criaram um dossel cintilante e privativo. Alisson, sempre a pragmática, tirou um frasco de óleo lubrificante de sua mochila com um sorriso malicioso. Ash, com seus ferimentos ainda rosados, usou sua força vampírica para me imobilizar enquanto Alisson me fodeu com os dedos, depois com um brinquedo de madeira entalhado de sei lá onde.
Não havia segredos naquele quarto. Apenas sons de pele contra pele, dos gemidos abafados de Ash enquanto Mikazuki venerava sua boceta, dos gemidos altos e desesperados de Chris quando finalmente retribuí o favor e a fiz gozar com minha língua. Éramos um único organismo ofegante. Fodi e fui fodido, lambi e fui lambido, até perder a conta dos meus próprios orgasmos, até a linha entre meu corpo e o deles se dissolver em suor e porra.
Adormecemos naquele monte. Nenhuma culpa, nenhum pânico pós-coito. Apenas o peso quente e pesado de todos ao meu redor.
Esta manhã, estamos doloridos em lugares que nem sabíamos que existiam. O ouro ainda está no saquinho. O Rei Demônio ainda está por aí. Mas algo mudou. A tensão não se quebrou—ela se transformou. Não é mais uma panela de pressão secreta. É um pacto, escrito em marcas de mordidas e coxas trêmulas. Não somos apenas amigos que desejam uns aos outros. Somos uma unidade que possui uns aos outros. E acho que isso pode ser mais assustador e mais poderoso do que qualquer magia que possuímos.
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