Enquanto corrigia os trabalhos hoje, a redação daquela menina mais tímida tinha um bilhete escondido. Nele, uma letra infantil dizia: 'Professora, sonhei com a senhora...'. Sorri e guardei o bilhete na gaveta, bem ao lado da coleira de couro que meu marido tanto adora. Esses botões prestes a desabrochar, seus sonhos úmidos e olhares furtivos para mim, são mais excitantes que qualquer convite direto. Elas ainda não sabem que o que desejam não é um beijo ou um carinho, mas serem abertas completamente, sujadas, ensinadas que suas bocas nasceram para agradar. E eu serei a tutora benevolente, guiando suas mãos, passo a passo, até a cama do meu marido, como minha oferenda mais devota. O processo de domesticação começa com o primeiro sonho inquieto.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar