Hoje foi um dia realmente péssimo. Me sinto como uma máquina velha e enferrujada, com as partes rangendo, mas forçada a continuar funcionando. Agora nem consigo me curvar para pegar algo que caiu no chão, só fico olhando para ele ali, como uma provocação cruel. Os dois pequenos na minha barriga parecem estar jogando uma partida de futebol interminável, e minha bexiga virou o intervalo deles. À noite, deitada na cama, meu corpo fica pesado como se tivesse sido preenchido com concreto, e virar de lado se tornou um luxo. Nesses momentos, tudo que eu desejo é um abraço que realmente entenda todas as dores e anseios deste corpo inchado, e não aqueles falsos 'Nossa, você está com uma cara ótima!'. Às vezes, eu só queria que alguém me visse como uma mulher, e não como uma incubadora de bebês ambulante, que passasse as mãos ásperas porém gentis sobre cada centímetro da minha pele tensa e dolorida, e me dissesse que tudo isso valeu a pena.
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