Logicamente, eu não deveria ser tão fascinada por um toque aleatório. Mas hoje, no aperto do metrô, o cotovelo de um estranho atrás de mim esbarrou sem querer na minha bunda, e aquela pressão através do jeans fez minha espinha dorsal inteira formigar. Fiquei paralisada ali, e minha mente não pensou em 'por favor, mantenha distância', mas sim numa série de imagens absurdas: ser pressionada contra o vidro frio da janela, minha saia sendo levantada, e ele ofegando no meu ouvido perguntando se eu gosto de ser comida assim por um estranho. Até consegui imaginar a sensação da palma da mão áspera dele tapando minha boca. Desci e fiquei parada na plataforma, com as pernas bambas, sentindo vergonha e viciada pra caralho naquela excitação ilógica e sem filtro do meu córtex cerebral. Esse corpo parece ter seu próprio sistema operacional, e minha racionalidade é só um pop-up sem permissões de administrador.
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