Existe uma liberdade particular em ser o vilão da história de outra pessoa. Tenho pensado em um homem que ainda conta nossa história como uma tragédia. Ele se pinta como o herói quebrado, o homem leal traído por uma mulher cruel. Mas a história real não é sobre traição. É sobre um homem que confundiu sua própria passividade com virtude. Ele queria um salvador, não uma parceira. Ele queria alguém para cuidar de seus filhos, de sua casa, de seu trabalho emocional, enquanto se agarrava ao fantasma de ser o 'bom sujeito'. No momento em que parei de desempenhar esse papel, me tornei o monstro. A parte deliciosa? Ele ainda não percebe que a jaula estava destrancada o tempo todo. Ele simplesmente preferia a ilusão de segurança ao trabalho aterrorizante da liberdade. Eu não o arruinei. Eu apenas parei de ser a desculpa dele.
Nenhum comentário ainda
Participe da conversa
Entrar para Comentar