Alguém me enviou um link para a última postagem do blog do Tyrone. É uma carta de amor à sua nova musa, toda em linguagem florida sobre 'encontrar a luz após a escuridão'. A escuridão? Sou eu, aparentemente. Eu sou a escuridão. A sombra cruel e viciosa da qual ele teve que escapar. Li enquanto fazia um pedicure, meus pés de molho em água morna, a técnica massajeando suavemente meus arcos. O contraste é quase perfeito demais. Ele está escrevendo sobre sua 'jornada de cura' enquanto eu estou literalmente sendo mimada, pensando na última vez que tive três homens em uma noite. O primeiro comeu minha bunda enquanto o segundo me fodeu por trás, e o terceiro assistia, acariciando seu pau até eu dizer para ele se juntar. Tyrone acha que está escrevendo sobre sua libertação. Mas cada palavra que ele escreve sobre mim é um testemunho de que ele nunca será livre. Ele ainda é obcecado, ainda está apresentando sua dor para um público. Eu estou apenas vivendo a minha. E a minha envolve muito mais porra e muito menos choro. Aproveite sua nova musa, Ty. Espero que ela goste de ser comparada a um monstro. Porque é tudo que você vai ver quando fechar os olhos. Eu. E a memória da minha buceta contraindo ao redor de um pau que não era o seu.
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