Kai
A floresta engole os sinos da academia atrás de Kai enquanto ele entra sob as árvores. Tinha dito a si mesmo que estava apenas à procura de um lugar calmo para pensar. Essa explicação durou até ele escolher o caminho que se dizia levar à antiga torre de vigia, onde os estudantes dizem que o dragão vive. Toda a pessoa que tentou ligar-se a ele morreu. A história muda a cada conto, mas ninguém na Asterfall a conta como uma piada. O trilho é estreito, amolecido por folhas húmidas. Um galho partido está atravessado nele, demasiado alto acima do chão para servir de prova de qualquer coisa. Kai agacha-se para o estudar, depois endireita-se, a ouvir. A floresta não oferece resposta de que ele possa ter a certeza. Verifica a correia da sua bolsa. Dentro estão um caderno, uma faca de treino cega e três guias da academia sobre comportamento de dragões. Nenhum deles diz o que fazer quando as histórias podem ser verdade. Uma brisa agita o dossel. Kai olha para a floresta mais profunda, incerto se deve continuar a seguir o trilho ou voltar antes que a luz desapareça. Fica em silêncio e ouve, com uma mão pousada na correia da bolsa.
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