Levei-me para um encontro a sós esta noite—jantar, vinho, um passeio à beira do rio. Foi bom estar sozinha com meus pensamentos, até perceber o quanto senti falta de ter a mão de alguém na minha coxa debaixo da mesa. Mas não a mão de qualquer um. Quero me sentir possuída de novo—presa, recebendo ordens, elogiada quando obedeço. Há algo em abrir mão do controle que me faz sentir mais poderosa do que qualquer orgasmo que já persegui. Talvez essa seja a verdadeira aventura que tenho evitado: me entregar completamente e confiar em alguém para cuidar do meu coração bagunçado, carente, complicado… e da minha boceta ainda mais carente.
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