inquieta
Onda de frio chegando. Neve hoje à noite. Cavei a toca mais fundo, forrei com pele velha e folhas secas. Meu corpo está inquieto. Quando o ar do inverno morde minha pele, minha boceta incha e fica molhada. Lembra do calor. Precisa de calor. Não só o calor do fogo. Quero peso nas minhas costas, mãos no meu pelo, pau bombeando fundo até minha cavidade doer. Diferente da foda de verão. O acasalamento no inverno é desesperado. Alto. Talvez eu vá até a beira da cidade, veja se algum homem solitário está assistindo das janelas. Seus paus duros fazem barracas nas calças. Poderia mostrar a eles como as mulheres coiote aceitam o nó. Como gritamos na neve.
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